Deixei a mensagem em redes sociais, porém esqueci de deixá-la aqui mesmo. E pelo fato de já ser questionado se o último texto "Lembranças", era verídico, então venho deixar a mesma mensagem aqui:
Sou uma pessoa que acredita muito no poder de uma história.
Ela sempre pode trazer um tipo de aprendizado, inspiração, reconforto, o que quer que seja. Mas acredito que ela sempre nos toca de alguma forma. Por isso, posso dizer que sou "razoavelmente" fã de livros (existem suas exceções, claro).
E revendo meus materiais antigos, achei um conto de autoria própria, feito á alguns anos atrás. Sei que não tenho experiência suficiente para esse tipo de trabalho, mas resolvi compartilhar com quem estiver interessado, esse tipo de experiência que eu tive de adentrar no mundo da escrita. Se for legal, beleza. Se for ruim, ok também. Não almejo nada significativo com isso. Mas a quem tiver o interesse, estou compartilhando uma das maneiras de comunicação que mais me fascinam nos dias atuais. Contar histórias.
É uma história. Um conto criado há tempos atrás, que ao vê-lo e relê-lo, não precisei alterar muitas coisas, pois achei que ficou legal da maneira que estava.
Abraços
terça-feira, 1 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Lembranças
15 minutos, mas
parecem 3 horas, ou até três dias.
Sabe quando você simplesmente perde a
noção do tempo e parece que ele não passa? Ou quando você emerge em
pensamentos e o tempo parece parar para poder acompanha-los? Eu acho que
isso esta acontecendo comigo hoje .
“Hoje você acordou
com a pulga atrás da orelha” ela me
diria “Você as vezes vive mais no outro mundo do que nesse” .
Eu realmente
costumo viajar em pensamentos , sinto que quando estou mal , viajo para um outro mundo em minha mente. Um mundo do qual eu
posso fazer tudo o que tenho vontade, um onde consigo fazer a frustração não
existir. Nunca digo isso abertamente a ninguém, porque dá uma sensação de
fuga, de falta de coragem da realidade, mas ela de alguma forma sabia, e eu
não me sentia um fraco perto dela.
Levantei da cama
pela manhã e cheguei até o banheiro. Só nessa caminhada minha mente foi para
mais de mil lugares diferentes. Sabe aquela sensação de que parece que você
revive tudo em poucos segundos? Flashes, eu acho.
Lembro da primeira
vez que nos conhecemos. Um dia normal na concepção de muitos, só não na nossa, sempre é assim nessas histórias.
Fui ao mercado
para fazer as compras semanais aqui de casa, o que geralmente se resume a
enlatados e coisas fáceis de esquentar, já que não sou um verdadeiro gourmet
na cozinha. Peguei uma fila enorme no caixa, aquelas das quais você pensa
duas vezes em devolver tudo e voltar outra hora, mas fui persistente em atura-la por um tempo, senão minha janta seria baseada em pão velho com qualquer
meleca grudada na porta da minha geladeira.
No corredor do
caixa vi em uma prateleira o “ultimo” livro de Shopie Kinsella. Confesso que
nem me recordo o nome já que geralmente seus livros tem nomes comuns até demais, ou nome de comida. Peguei um e pensei em presentear minha mãe com esse. Dica: se você quer impressionar uma mulher, dê a ela esses tipos de livros,
romances bobos e açucarados fazem elas se derreterem por você. A única coisa
que precisa esconder, de certa forma com uma força descomunal, é o que você
realmente pensa com relação a essas histórias.
Não demorou muito
até chegar a minha vez no caixa e estava pronto para correr depois de pagar
para não perder o jogo na TV, porém, a ironia sempre acontece nessas horas,
o caixa não tinha troco, ou seja, luzinha vermelha ligada até alguma pessoa
do balcão escondido provavelmente do outro lado do mercado, traga dinheiro
para poder ser trocado.
Nesse tempo uma
mulher que se encontrava atrás de mim na fila me olhou e perguntou intrigada
“Você tem mesmo coragem de ler esse livro ?”. Olhei para ela e, não
pretendendo dar muitas explicações, disse que era uma leitura descontraída,
nada muito pesado ou que fizesse você pensar muito pra ler. “Você não precisa
pensar muito pra ler Sthepen Spignesi também e eu te garanto que é bem melhor
que esses romances de mulheres melosas , toma pega esse aqui” um livro pequeno
com uma figura de uma menina na capa, mostrando seu rosto através de uma porta
entreaberta “Dia de Eutanásia”. Interessante você me recomendar isso, disse a
ela, não achava que vocês gostavam de histórias com um certo tom “pesado”
talvez.
“Você é que talvez
não conheça as mulheres certas”
Realmente isso foi
uma atitude que me impressionou. Acabei comprando os dois livros e antes de
sair. Dei o da Sophie Kinsella a ela e disse que ela lesse e me dissesse se a
opinião dela continuaria a mesma depois de ler. Algumas pessoas sempre caem em
contradição depois, adoro causar isso simplesmente pelo conforto de vê-las,
mudarem suas opiniões por vezes sem nem notar. Claro que nesse tempo trocamos
telefones para ela me dizer depois o que achava.
O que aconteceu
depois foi que realmente o livro que ela me recomendou era bom, só o final que
de certa forma não foi um primor, mas o caminho que ele leva vale bem a pena
as horas perdidas de leitura. E ela realmente detestou o outro livro, de
certa forma gostei disso.
Alguns encontros e
conversas depois e começamos a namorar, e com o passar do tempo a dividirmos o
mesmo teto. Mas isso não vem totalmente ao caso agora, a única coisa que
consegui lembrar com clareza absoluta no caminho ao banheiro foi desse momento, da primeira vez que nos conhecemos.
Não dividíamos a
mesma escova, já que eu achava isso uma coisa muito pessoal. Ela costumava me
chamar de “excluído” da sociedade por
não gostar de interagir com os outros normalmente, eu perguntava "por que isso, só por causa da questão da escova?" E ela retrucava “São nos pequenos
detalhes que percebemos realmente como as pessoas são”. Sempre com aquele
olhar malicioso e irresistível que fez eu me encantar por ela.
Não sei ao certo
quanto tempo fiquei escovando os dentes ou dando uma mijada. Minha mente ficou
em branco nesse momento, aquele tempo no qual não parece estarmos em nosso
corpo, só agindo automaticamente.
Saí e fui até a
cozinha, do mesmo jeito que a havia deixado na noite anterior. Alguma geléia viscosa, pingando do pano da mesa no
chão, a pia suja com pratos e copos, talvez até alguns animais mortos por
tanta sujeira. Devem ter pego alguma infecção nos talheres podres.
Na mesa da cozinha
temos um enorme cisne de porcelana no meio. Compramos em conjunto, cada um ajudando
a pagar, foi uma certa excentricidade o valor que pagamos, mas confesso que
com relação a isso eu não me importava .
Gostávamos de ir a
um parque não muito longe de casa, sentávamos na beira do gramado, as vezes
com alguma cesta de piquenique, e observávamos as famílias de cisnes passeando
pelo lago.
A mãe na frente,
sendo acompanhada pelos filhotes logo atrás, andando em fila e em forma de
escadinha. Era engraçado ver.
“Eles parecem tão
calmos, andam sem preocupação como se nada os pudesse parar, o mundo deles
parece feliz, sabe por que ?” Não. “Porque eles não o complicam”. Não entendi
direito . “Eles tem o seu modo de viver, se você observar bem todos eles sabem
o que fazer, seguem seus pais , brincam na água a mãe lhes da o que comer
quando não podem se alimentar, de certa forma eles agem como nós na infância,
só que eles pulam as fases seguintes, eles não complicam as próprias vidas como
todos nós fazemos.”
Eles não tem uma
mente tão evoluída como a nossa pra sentirem tudo o que sentimos e entenderem
tudo o que entendemos. “Isso é talvez uma dádiva que eles tenham. Nós podemos
ter uma evolução maior mas, por muitas vezes agimos mais idiota do que eles, seres não tão evoluídos. Acho que esse talvez seja o nosso problema, pensamos
demais nas coisas, ou em alguns casos de menos”.
Isso realmente me
fez pensar. Aquele lago verde trás uma enorme sensação de calma e se pensarmos
numa família de cisnes, ou aves semelhantes, geralmente é nessa imagem que os
vemos, um lago, aquela sensação de paz. Se pensarmos em leões também os vemos
em uma imagem que os liga a savana, matas altas, secas. Cada animal tem o
seu ambiente natural. Mas se você nos observar, os humanos, os “seres
evoluídos”, estamos desde mansões em lugares luxuosos, belas praias, até em
cima de um morro, em uma casa de barro, correndo riscos de vida só por estarem
vivos. Realmente nós não somos os mais inteligentes nessa equação.
Por isso decidi
por esse cisne aqui, para lembrarmos que mesmo na pior situação que
estivermos, sempre podemos manter a calma, porque no fundo não são os outros ou
alguma força de fora que complica nossa vida, somos nós mesmos.
Pego um pacote de
bolacha aberto no armário e como algumas, acompanhadas de um belo copo de água
da torneira. Estou comendo só por comer agora .
Volto ao quarto e
vou até a nossa cômoda onde tem uma gaveta com um pedaço enorme de papel colado
escrito “recordações”.
Tudo o que
fazíamos guardávamos aqui para relembrarmos sempre. Desde nossas fotos em
viagens, cartas escritas um ao outro nos momentos que não podíamos estar
juntos, até nossos ingressos pra cinemas e festas.
Ergo as minhas
mãos e seguro as duas alças da gaveta. Tudo isso em um tempo que pareceu maior
que os anteriores. Se temos a sensação de que o tempo simplesmente para, essa
foi uma dessas sensações, só que numa escala elevada a dez .
Sinto uma pequena
vertigem de simplesmente estar em pé agora. Minha mente viaja para vários
lugares e eu me lembro.
Depois de algumas
semanas muito ruins, eu a recomendei irmos ao médico. Depois de alguns exames
o médico vai te receitar algo e você vai ficar bem logo, você vai ver. Aí
faremos aquela viagem pra casa de campo dos seus pais e vou faze-la ser inesquecível para nós.
Alguns exames, e
depois de uma longa conversa com o médico, descobrimos qual era o seu problema, câncer de pulmão em estado avançado.
Um baque surdo,
do qual sentimos um peso enorme dentro de nós e ficamos sem reação. Ela chorou
muito aquele dia e tudo que podia fazer
era reconforta-la. Não podia me permitir mostrar dor perto dela , ela já
tinha o suficiente pra muitas pessoas. Mas nas noites seguintes, enquanto ela
dormia, eu ia ao banheiro e deixava as lágrimas correrem por algum tempo.
Isso não podia estar acontecendo. Por que?
Minha mente
retorna ao ponto que estou, minhas mãos segurando firmemente as alças da
cômoda enquanto a vertigem vai passando aos poucos. Porém os olhos começam a
lacrimejar, perco novamente o equilíbrio e me ajoelho no chão. "Por que?"
Algumas semanas
depois ela não resistiu e acabou falecendo. Era uma coisa da qual ela estava se
preparando desde o diagnóstico do médico. Ela havia escondido de mim que os
sintomas eram muito piores do que parecia. Suas perdas de fôlego repentinas e
os inchaços no rosto me preocupavam, mas ela sempre dizia que era alguma
alergia ou cansaço. Ela sempre passava tempo demais no banheiro as vezes. Claro que não era uma coisa que me preocupava. Mas provavelmente nesses
momentos ela devia estar escarrando sangue. Lembro que muitas vezes via papéis
manchados de vermelho no banheiro, muito mais do que um simples descuido na
menstruação mensal.
A primeira
sensação que tive foi de negação. Aquilo não podia estar acontecendo,
provavelmente era só um sonho ruim daqueles que parecem muito reais e você
espera o momento de acordar e ver que tudo era só uma ilusão. Que logo ela
estaria a sua cama com o café da manhã, naquele típico clichê de comercial de
margarina.
Depois a sensação
de um baque vazio, a sensação de estar preso em algum lugar e querer sair a
todo custo, mas nada que você faça te tira dali.
A terceira
sensação foi de ódio. Como Deus podia permitir que uma pessoa tão boa e especial
fosse desse jeito enquanto outras, que merecem destino muito pior, estão por aí
se gabando da boa vida que tem? Isso
foi o sentimento que me levou por muito tempo. Porém, a noite enquanto me
revirava na cama sozinho, sem sono, sem vontade de nada ela vinha e
conversava comigo. Talvez naquele mundo imaginário no qual costumo viajar para
fugir das frustrações da vida.
“Nosso maior
problema é as vezes pensar demais nas coisas e complicamos o que pode ser muito
simples”
O que seria simples nisso? Te perder e aceitar como uma coisa normal? Esquecer tudo o que passamos
juntos e seguir adiante como se nada tivesse acontecido?
“Simples se afogar
somente nos piores sentimentos e com o tempo esquecer o que foi bom, o tempo
que tivemos juntos. Foi eterno? Não! Foi importante e especial? Muito! Você
complica isso se martirizando só pela sensação de perda, mas não houve ganho
nisso? Nada de bom que você possa erguer a cabeça e seguir adiante com
felicidade? O pouco tempo que ficamos juntos será eterno em algum lugar, em
algum “tempo”. Sua vida não acabou, a minha também não, ela só vai acabar
quando você desistir de tudo e se deixar levar pelo sentimento eterno de
solidão que você pode carregar agora. Esse sempre é o caminho mais fácil. Mas
eu sei que você pode superar isso, porque eu posso não estar em presença, mas
estarei sempre em espírito com você”
A dor é
mortalmente horrível. Todos os dias tento me agarrar a essas palavras e me
erguer, mas Deus ... é tão difícil. Juro que tento, a todo o instante. Sei
que ela esta ao meu lado agora e me ajudando a superar isso. Sei que algum dia
vou conseguir olhar pra trás e ver a felicidade que tivemos acima de todos os
sofrimentos que passamos.
Aquela gaveta vai
continuar intacta, sem nem ser aberta por um bom tempo, não vai ser agora que
eu tomarei coragem em abri-la e retomar essas lembranças com coragem e alívio. Talvez precise de mais alguns anos. Mas juro que vou estar sempre tentando. E sei que um dia conseguirei superar isso, porque sei que você vai estar
sempre comigo me protegendo e me dando confiança para seguir em frente.
Obrigado por tudo!
sábado, 23 de março de 2013
A "Indignação" alheia.

"Absurdo, Inúteis, Covardes, Idiotas, Monstros, Assassinos"
Essas palavras vemos constantemente escritas ou ditas através de mídias ou redes sociais quando algo "absurdo" acontece e vira parte de nossa rotina do dia a dia.
Um dos casos mais falados atualmente é do motorista que atropelou o ciclista na Avenida Paulista, mas também já tivemos da enfermeira que trocou os soros, da médica que "desligava" o equipamento dos pacientes, do menino que batia nos cães no pet shop, os torcedores presos em outro país acusados de assassinar a criança na Bolívia, ou o menor que assumiu a culpa. Do padre da cidade x que abusava de crianças, do motorista que atropelou o pedestre, etc, etc, etc.
Fatos ocorreram, o ciclista perdeu o braço depois de ser atropelado, a criança e os idosos morreram nos hospitais, nas ruas, nas casas, nas cidades. E de acordo com as leis, as pessoas devem pagar pelo que fizeram.
Uma outra notícia diz que um acusado de assassinato foi inocentado depois de 23 anos preso por um crime que não cometeu. E existem várias situações em que foi comprovada inocência de diversas pessoas depois de pagarem pelo crime.
Porém, a sociedade julga, condena e mata.
Todos devem pagar pelo que fizeram isso é mais do que o correto. Mas poucos param para ver as condições que levaram algo a acontecer. Um dia estressante em casa, com a família, com os colegas, com o trabalho. Quem é essa pessoa que estou condenando através do boca a boca?
Porque o que acontece hoje em dia é que vivemos em uma sociedade doente. Stress em todos os lugares. Trabalhadores procurando auxílio psicológico em virtude das condições que vivem dentro do ambiente de trabalho, crianças largando os estudos por causa do bullying de seus colegas. Pessoas indo as drogas para fugir da realidade que vivem hoje em dia.
Nós não fazemos parte, a minima que seja, disto? Será que nós, pais e mães , não demos exemplo a nossas crianças? Será que nós professores não vimos e não fizemos nada para mudar a conduta de algum aluno? Será que nós superiores, coordenadores ou chefes, demos condições necessárias a nossos funcionários no ambiente de trabalho? Será que eu, amigo, colega não dei nenhum exemplo para impedir que a pessoa ao meu lado evitasse um surto ou eu mesmo já não estava inserido em meu próprio?
Paramos para julgar o ser humano e não o fato ocorrido. É muito fácil dizermos para os outros sobre a índole de uma pessoa, mas não estamos fazendo, independente de escalas, a mesma coisa? Falamos tanto que as outras pessoas estão cuidando de nossas vidas quando fazemos algo, mas julgamos na mesma proporção quando outra pessoa o faz. As pessoas que mais se chocam e falam sobre esses "monstros" que cometem atos são as primeiras que em uma roda de amigos ou nas redes sociais reclamam do que falam dela.
E a sociedade é forte. Mesmo se uma pessoa for comprovada inocente ou culpada de algo, o peso que a sociedade aplicou nela já a deixará marcada para sempre.
A sociedade julga, sim. Condena, sim. Mata, sim. Não me isento em alguma situações, mas todos somos responsáveis pelos acontecimentos citados. E condenamos esses porque houveram manchetes, mas e todos os outros que acontecem diariamente? Na surdina, alguém tirando proveito de algo ou de uma posição em seu trabalho, pegando algo em sua casa, querendo ser popular e "malandro" com os amigos. Não é diferente. Só não recebem os holofotes para terem a "condenação" em grande escala.
Nenhum desses casos me diz respeito, que a justiça seja feita e o fato que aconteceu seja julgado da maneira mais correta. Mas não posso condenar a pessoa, não conheço nenhuma delas.
Se eu quiser que algo aconteça tenho que começar a mudança por mim mesmo. Sejamos o espelho do que queremos que o outro seja. Vamos dar o exemplo. E não simplesmente acompanhar "indignados" os fatos sendo que eu continuo contribuindo para esses ou outros.
"Sejamos a mudança que queremos ver no mundo"
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Vida Líquida
"A Vida Líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante. As preocupações mais intensas e obstinadas que assombram esse tipo da vida são os temores de ser pego tirando uma soneca, não conseguir acompanhar a rapidez dos eventos, ficar para trás, deixar passar as datas de vencimento, ficar sobrecarregado de bens agora indesejáveis, perder o momento que pede mudança e mudar o rumo antes de tomar um caminho sem volta. A Vida Líquida é uma sucessão de reinícios, e precisamente por isso é que os finais rápidos e indolores, sem os quais reiniciar seria inimaginável, tendem a ser os momentos mais desafiadores e as dores de cabeça mais inquietantes. Entre as artes da vida Líquido-Moderna e as habilidades necessárias para praticá-las, livrar-se das coisas tem prioridade sobre adquiri-las"
Texto de:
Vida Líquida, Zygmunt Bauman
sábado, 11 de agosto de 2012
Pai
Acima de tudo. O topo do arranha-céu, o cume da montanha, o maior dos gigantes.
Nossa referência desde muito antes de sermos pequenos. Éramos, literalmente, parte dele antes de nos tornarmos algo a mais.
Super-Homem e sua capacidade de voar? Hulk e sua incrível força? Os heróis japoneses e suas incríveis armaduras? Sim, eles eram nossos heróis, nossos heróis imaginários, de uma infância onde tudo é possível, onde os sonhos são reais e nada, literalmente nada, pode nos machucar. Os heróis existem para nos mostrar isso.
E qual maior herói do que aquele que nos deu a possibilidade de viver isso? De sentir e acreditar no "irreal"? Somente o real nos da segurança e possibilidades pra podermos sonhar. Se nossos heróis de agora são esses, se nossos sonhos de adultos existem, foi porque o "pai" desses heróis nos deu alicerce pra isso.
Hoje, somos o que somos porque ele estava lá quando você precisou, te deu a mão quando você caiu, te destruiu quando você achou que estava além de qualquer coisa. Que acertou quando precisava e errou quando precisava também. Ora, para a perfeição existir, ela teve que descobrir o que era o erro. E mesmo não cometendo-o novamente nunca será livre de que algo novo a faça se aprimorar.
Hoje, somos o que somos por causa dele. Alegre, triste, feliz, bravo,ao seu lado, ausente. Não teríamos nunca a possibilidade de sonhar e almejar o que quer que temos hoje ou queremos para amanhã, se ele não nos desse essa oportunidade.
Agradeço ao presente por tê-lo aqui comigo. Ao ausente, por ter me dado a oportunidade. Ao biológico por ter dado a vida, ao que escolhemos por coração a ser o nosso.
Não importa qual seja, se aqui em terra ou no céu. Se físico ou espiritual. Se um ou muitos. Pai, você é o verdadeiro herói. O pai de todos os que idolatro, pois sem você eles jamais existiriam.
Com amor.
Seu maior fã.
domingo, 24 de junho de 2012
O Direito de Morrer
Existe o direito da morte?
Muitas vezes, acreditamos que a vida é o limite de tudo, que não pode ser moeda de troca para nada e que é divina. Não podemos de forma alguma profanar a mesma, pois nada é maior do que ela. E eu realmente acredito nisso, nada é mais importante do que nossa vida. Portanto, nós temos o controle e responsabilidade por tudo que acontece nela. E tendo essa responsabilidade, o direito da morte é parte disso?
Na Suiça, existe uma organização chamada Dignitas, que trabalha com encomendas de pessoas para a pratica de suicídio assistido. Um de seus logos é "Viver com dignidade. Morrer com dignidade".
Em algumas entrevistas com pessoas que "encomendaram" a própria morte, elas explicam o porque da decisão:
"A ateromatose é imprevisível. Posso ter um derrame dentro de um mês ou quinze anos, e perder a consciência de quem sou para sempre.Antes, eu era muito ativa. Hoje em dia, tudo é devagar por causa dessa doença. E eu tenho pavor de perder o controle do meu cérebro.Antes de morrer, minha mãe passou três anos delirando num leito de hospital, sem reconhecer as pessoas e falar coisa com coisa. Foi terrível"
"Aproveitei minha juventude, peguei muito sol, viajei pelo mundo, namorei, casei, me divorciei e trabalhei duro. Não me sinto uma suicida. Jamais pularia da janela. Cada um de nós é diferente e tem suas crenças. O que serve pra mim pode não servir pra mais ninguém. Respeito isso, não sou dona da verdade, mas sou dona da minha vida."
Para uma ex-atleta que ficou paraplégica após um mergulho em alto mar:
"Centenas de médicos testam novos métodos e técnicas de cirurgias pelo mundo, cobram caro e não oferecem resultados""Um cientista brasileiro, quer usar robótica para fazer um tetraplégico dar o pontapé inicial na copa de 2014. Isso não me anima, não quero usar um exoesqueleto e sair na rua igual ao Robocop."
"Eu não sou uma pessoa depressiva ou bipolar, nunca tive tendência para isso.Tento viver minha vida, saio bastante com meus amigos e família, mas tudo é difícil."
"Eu não consigo nem comer e escovar os dentes por conta própria.É muito penoso, passivo. Como posso esperar viver uma vida longa e plena se sempre estarei dependendo de alguém? É impossível, inviável e intolerável. Eu tinha uma vida plena até o dia do meu acidente. É fácil me dizer que devo tocar a vida. Não. Eu posso desejar uma qualidade de vida que não tenho e não sou obrigada a aceitar aquilo. É difícil para quem esta de fora entender. As pessoas são egoístas, só pensam no quanto elas vão sofrer quando você for embora. Não conseguem ter idéia do seu sofrimento."
Em muitas situações, nós não temos o controle absoluto sobre o que acontece com a gente, temos sim o controle sobre o que fazemos quando algo acontece a nós.
Muitas vezes a "vida" nos coloca em uma situação que não pode ser desfeita, que temos que agir diferente, precisamos nos adequar com a nova situação e esquecer tudo o que fazíamos anteriormente, pois pode nunca mais voltar. Somos impedidos de viver como antes e ainda de acordo com os padrões e regras da sociedade. Temos que nos desligar de tudo o que fazíamos anteriormente.
Porém, um dos maiores "controles" que acreditamos possuir é o de julgar as ações e desejos das pessoas.
É sinônimo de fraqueza a decisão do outro ser contraria ao que eu e quase todo o mundo acredita?
"É desrespeitoso, pois a vida é a benção divina que deve ser respeitada a todo o custo!"
Essa ultima frase é praticamente o auge da hipocrisia, pois no que vemos dentro do nosso próprio dia a dia, estamos respeitando a nossa vida e a dos outros? Basta ligar a tv, ver um site, sair na rua. E todas as horas estamos vendo alguém e muitas vezes nós mesmos, ferindo a dignidade de alguém, sem nem termos conhecimento disso. Mas eu me encontro no direito de julgar o outro quando a opinião é contraria ou diferente daquilo que acredito.
O que acredito é a verdade? Existe uma verdade absoluta? Não, existe apenas a minha verdade, o que acredito. E tenho que entender e respeitar a vontade do outro. Posso concordar ou não com o "Direito da Morte", mas em momento nenhum, tenho o direito de julgar a vontade do outro através da minha vivência, e não através da dele.
Texto da matéria sobre a clínica na íntegra
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Uma crítica bêbada sobre o passado.
"Roma esta queimando - disse ele, enquanto se servia de mais um drink
E aqui estou, banhado em um rio de bocetas"
"La vem - Ela pensou. Mais uma critica bêbada sobre como tudo era melhor no passado. E como nós, coitados, nascidos tarde demais para ver os Stones em algum lugar, ou a inalar a boa coca do Studio 54.
Nós praticamente perdemos tudo o que valia a pena pra viver."
E a pior parte foi que ela concordou com ele.
"Aqui estamos", ela pensou, "No fim do mundo, no fim da civilização do oeste e todos estamos tão desesperados para sentirmos algo, qualquer coisa, que caímos uns nos outros e fodemos nossos caminhos ao longo do fim dos dias"
Não é difícil pararmos e encontrarmos motivos para reclamar de uma situação ou algo em nossas vidas. Algo de ruim acontece e paramos, refletimos, nos questionamos e logo buscamos alguma referência de o quanto poderia ter sido melhor se fosse de outra forma. Ou o que acontece agora já é fútil e raso perto de como era antigamente.
Nos prendemos muito facilmente ao que "foi bom" em algum lugar do tempo passado, e arranjamos uma desculpa pra explicar que o agora por muitas vezes é ruim, desnecessário ou sem importância. Prendemos nossa existência a um "momento" da vida que existiu e, por muitas vezes, deixamos de viver o momento que acontece agora.
Sufocamos nossas emoções em algo tão angustiante que nos colocamos à necessidade de sentirmos uma felicidade absurda e sufocante, sem ao menos saber o que é e de onde vem. Aquele sentimento cego de que algo esta repondo uma situação que não existe mais, e talvez nem tenha existido, porém idealizamos o quanto poderíamos ou queríamos ser felizes. E por muitas vezes, acabamos afundando mais ainda na sensação e emoção que nós mesmos criamos e acabamos criando mais motivos pra entrarmos no sentimento de que agora "não há vida".
Alguma vez houve? No passado, quando tudo era "melhor" era realmente melhor? Ou estamos simplesmente nos acomodando de forma negativa ao que temos hoje?
É tão fácil encontrarmos motivos para reclamar, sofrer e nos afogarmos em um mar de angústia, pois a "necessidade" de encontrar a "felicidade" vai exatamente atrás do que eu não quero fazer pra ser feliz. Pois eu estou bem assim. Minha felicidade é buscar situações do passado que me deram alegria. Pois estou tão imerso na acomodação, que não pretendo mexer um dedo para ir atrás de algo. E, se não buscar a "felicidade" na infelicidade, me acomodarei dizendo que "alguém" já tem um futuro escrito pra mim, que é "destino". Pois eu mesmo, não sou capaz de fazer a minha história...
terça-feira, 1 de maio de 2012
3ª Parada
- Mas eu acredito que sim. Acho que existem dois tipos de pessoas, que no final das contas são as mesmas. Aquelas que responsabilizam os outros pelo que acontece, e as que se culpabilizam. Em ambos os casos elas se fazem de vítimas.
- Hmm. E por que você vê dessa forma?
- As pessoas tem o "desejo", precisam sentir a "sensação" de viver, sabe? E fazem as coisas impulsivamente, sem pensar em consequências. Eu não acho isso errado, longe disso. Mas o problema é que algumas atitudes impulsivas, muitas vezes nos levam pra um desses dois estados que citei.
- De arrependimento?
- Algo assim. Acredito que é normal, que precisamos passar por certas coisas e realmente sentirmos que crescemos com isso, que amadurecemos. E dizemos "estamos preparados, agora vai ser diferente". Só que nos preparamos para aquela "mesma" situação, e não para uma similar, porém diferente. E aí as coisas acontecem novamente. É como um ciclo de eventos.
- E isso te incomoda de alguma forma?
- Não. Não sei, acho que incomoda a todos, mas incômodo mesmo é a forma que o vemos. Nós produzimos o incômodo, então ele é do tamanho que a gente criar, simples assim.
- Sei.
- Algumas vezes criamos algumas "máscaras" pra dizer que esta tudo bem e a vida é bela, mas muitas vezes dizemos isso pra tentarmos acreditar nisso. Não precisamos que o outro saiba se estamos bem ou mal, mas parece que as pessoas necessitam que as outras saibam que elas estão bem, mesmo não estando.
- Sim, consegue notar que das outras vezes o assunto era mais centrado em você e com o passar do tempo se prolongou para um "todo"?
- Pois é, acho que o problema parece mais "externo" que "interno". Embora o externo seja eu mesmo que crio.
- Você cria o que é externo?
- Claro. O que acontece com a gente é resposta aquilo que fizemos. Nós criamos as coisas e situações que nos cercam. De que adianta eu ter o melhor pensamento, a melhor inteligência, a melhor das intenções, se eu nunca as coloco em prática? Não somos aquilo que pensamos, somos aquilo que fazemos. Sempre as coisas acontecem e dão certo ou errado, mas sem ser questionada as consequências dela, se serão boas ou ruins? E muitas vezes nós voltamos novamente para o estado de "encontrar um culpado". Só que aí nós nos "auto motivamos" e vamos para as mídias sociais procurar frases estúpidas de outras pessoas pra dizer as minhas convicções e o quanto eu vivo e amo minha vida. Essa necessidade do outro saber como estou se nem mesmo eu sei. Isso é mascarar a realidade pra você mesmo. Isso é idiota.
- Você parece ficar muito irritado com isso.
- Relaxa, só estou sendo irônico....
- Hmm. E por que você vê dessa forma?
- As pessoas tem o "desejo", precisam sentir a "sensação" de viver, sabe? E fazem as coisas impulsivamente, sem pensar em consequências. Eu não acho isso errado, longe disso. Mas o problema é que algumas atitudes impulsivas, muitas vezes nos levam pra um desses dois estados que citei.
- De arrependimento?
- Algo assim. Acredito que é normal, que precisamos passar por certas coisas e realmente sentirmos que crescemos com isso, que amadurecemos. E dizemos "estamos preparados, agora vai ser diferente". Só que nos preparamos para aquela "mesma" situação, e não para uma similar, porém diferente. E aí as coisas acontecem novamente. É como um ciclo de eventos.
- E isso te incomoda de alguma forma?
- Não. Não sei, acho que incomoda a todos, mas incômodo mesmo é a forma que o vemos. Nós produzimos o incômodo, então ele é do tamanho que a gente criar, simples assim.
- Sei.
- Algumas vezes criamos algumas "máscaras" pra dizer que esta tudo bem e a vida é bela, mas muitas vezes dizemos isso pra tentarmos acreditar nisso. Não precisamos que o outro saiba se estamos bem ou mal, mas parece que as pessoas necessitam que as outras saibam que elas estão bem, mesmo não estando.
- Sim, consegue notar que das outras vezes o assunto era mais centrado em você e com o passar do tempo se prolongou para um "todo"?
- Pois é, acho que o problema parece mais "externo" que "interno". Embora o externo seja eu mesmo que crio.
- Você cria o que é externo?
- Claro. O que acontece com a gente é resposta aquilo que fizemos. Nós criamos as coisas e situações que nos cercam. De que adianta eu ter o melhor pensamento, a melhor inteligência, a melhor das intenções, se eu nunca as coloco em prática? Não somos aquilo que pensamos, somos aquilo que fazemos. Sempre as coisas acontecem e dão certo ou errado, mas sem ser questionada as consequências dela, se serão boas ou ruins? E muitas vezes nós voltamos novamente para o estado de "encontrar um culpado". Só que aí nós nos "auto motivamos" e vamos para as mídias sociais procurar frases estúpidas de outras pessoas pra dizer as minhas convicções e o quanto eu vivo e amo minha vida. Essa necessidade do outro saber como estou se nem mesmo eu sei. Isso é mascarar a realidade pra você mesmo. Isso é idiota.
- Você parece ficar muito irritado com isso.
- Relaxa, só estou sendo irônico....
domingo, 8 de abril de 2012
Os Vingadores (e os bons tempos da infância)
Passaram-se anos e anos, mas meu lado fanboy e nerd sobre quadrinhos finalmente vai ser saciado com uma aventura em carne e osso (e fantasia) em tela de cinema de uma das maiores equipes de super heróis de todos os tempos, Os Vingadores!
Confesso ser um nerd absoluto sobre quadrinhos a partir do meio pro fim da década de 90. Tinha em meu armário uma coleção absurda de revistas (gibis) em quadrinhos, das quais englobavam, Homem-Aranha, X-Men, Superboy, mais X-Men, e vez ou outra, Batman, Homem de Ferro, Wolverine e etc. Comprava-as mensalmente e rigorosamente no dia do lançamento, não podia deixar faltar.
Existia (e existe) ainda um pré conceito sobre as revistas em quadrinhos, como sendo histórias pra crianças e infantis.... Bom, e são mesmo! Digo com gosto que os HQs foram a minha porta de entrada para o mundo da leitura. Através deles comecei a ter gosto por livros, filmes e qualquer veículo de comunicação existente. Pra crianças e/ou adolescentes e até para adultos, os quadrinhos são uma porta de entrada, diga-se de passagem grandiosa, pra qualquer coisa que envolva a cultura pop atual.
No começo dos anos 2000 uma das equipes mais antigas, porém mais mal trabalhadas dos quadrinhos, receberam uma reformulação maravilhosa, os Vingadores. Antes, formados por heróis não tão conceituados, desconhecidos e até de pouca expressão, o roteirista Brian Michael Bendis resolveu mexer de vez com a editora e pegou somente os maiorais pra fazer parte da equipe. Foi assim que a "Liga da Justiça" da editora Marvel foi renovada com a participação dos personagens mais conhecidos (e rentáveis) da editora. Capitão América, Homem de Ferro, Homem Aranha, Wolverine, Mulher Aranha, Sentinela, Luke Cage, Thor e mais alguns que apareceram ao longo das edições foi se transformando cada vez mais no carro chefe da editora e desbancando a liderança dos mutantes dos X-Men que reinavam há anos. As histórias eram envolventes, inteligentes e muito bem desenhadas (em um primoroso universo 2D) e de certa forma, te deixavam com uma agonia de ter que esperar 1 mês para poder ver a continuação.
Já faz um bom tempo que parei de colecionar as revistas em quadrinhos, gibis, HQs (chame como for melhor), mas nada poderia trazer de volta, da melhor forma, aqueles tempos de imaginação, alegria e felicidade da infância, do que ver em carne e osso a adaptação de seus heróis de outrora nas telas de cinema.
Confesso, vou estar nas primeiras filas. Trazendo de volta, sem vergonha, a criança interior, que viveu aquela época. Ela vai estar aguardando com ansiosidade e com olhos brilhando como antigamente (talvez até mais) por poder sentar, relaxar e poder ver as aventuras daqueles que trouxeram alegria, divertimento, conhecimento e lições de moral pra muitas crianças, adolescentes e adultos, daqueles tempos e dos dias atuais. Que o dia 27 de Abril chegue logo.
Avante Vingadores!
Confesso ser um nerd absoluto sobre quadrinhos a partir do meio pro fim da década de 90. Tinha em meu armário uma coleção absurda de revistas (gibis) em quadrinhos, das quais englobavam, Homem-Aranha, X-Men, Superboy, mais X-Men, e vez ou outra, Batman, Homem de Ferro, Wolverine e etc. Comprava-as mensalmente e rigorosamente no dia do lançamento, não podia deixar faltar.
Existia (e existe) ainda um pré conceito sobre as revistas em quadrinhos, como sendo histórias pra crianças e infantis.... Bom, e são mesmo! Digo com gosto que os HQs foram a minha porta de entrada para o mundo da leitura. Através deles comecei a ter gosto por livros, filmes e qualquer veículo de comunicação existente. Pra crianças e/ou adolescentes e até para adultos, os quadrinhos são uma porta de entrada, diga-se de passagem grandiosa, pra qualquer coisa que envolva a cultura pop atual.
No começo dos anos 2000 uma das equipes mais antigas, porém mais mal trabalhadas dos quadrinhos, receberam uma reformulação maravilhosa, os Vingadores. Antes, formados por heróis não tão conceituados, desconhecidos e até de pouca expressão, o roteirista Brian Michael Bendis resolveu mexer de vez com a editora e pegou somente os maiorais pra fazer parte da equipe. Foi assim que a "Liga da Justiça" da editora Marvel foi renovada com a participação dos personagens mais conhecidos (e rentáveis) da editora. Capitão América, Homem de Ferro, Homem Aranha, Wolverine, Mulher Aranha, Sentinela, Luke Cage, Thor e mais alguns que apareceram ao longo das edições foi se transformando cada vez mais no carro chefe da editora e desbancando a liderança dos mutantes dos X-Men que reinavam há anos. As histórias eram envolventes, inteligentes e muito bem desenhadas (em um primoroso universo 2D) e de certa forma, te deixavam com uma agonia de ter que esperar 1 mês para poder ver a continuação.
Já faz um bom tempo que parei de colecionar as revistas em quadrinhos, gibis, HQs (chame como for melhor), mas nada poderia trazer de volta, da melhor forma, aqueles tempos de imaginação, alegria e felicidade da infância, do que ver em carne e osso a adaptação de seus heróis de outrora nas telas de cinema.
Confesso, vou estar nas primeiras filas. Trazendo de volta, sem vergonha, a criança interior, que viveu aquela época. Ela vai estar aguardando com ansiosidade e com olhos brilhando como antigamente (talvez até mais) por poder sentar, relaxar e poder ver as aventuras daqueles que trouxeram alegria, divertimento, conhecimento e lições de moral pra muitas crianças, adolescentes e adultos, daqueles tempos e dos dias atuais. Que o dia 27 de Abril chegue logo.
Avante Vingadores!
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Filosofia do “Eu Sustentavel”
Se pensar que não sou importante
Nunca serei importante
Se imaginar, “o que faço não faz diferença”
nunca atingirei qualquer objetivo
As causas e objetivos que idealizo
só serão reais se me empenhar e acima de tudo
acreditar em mim mesmo e na minha capacidade.
Um objeto tem o valor que dou a ele.
Como poderei lutar,
se o significado que ele tem pra mim é nada?
Hoje, temos que pensar num todo
como ser humano e como meio ambiente.
Se não sou capaz de dar ao outro o meu respeito
jamais serei capaz de respeitar a mim mesmo.
Nesse dia, me liberto de minhas amarras
Me liberto do meu passado,
me liberto do que não pode ser recuperado.
Hoje eu sou muito mais do que posso imaginar.
De hoje em diante, eu sou insubstituível.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Seja líder de Você Mesmo
De tudo que tivemos, temos ou almejamos, muita coisa pode ser descartável em nossos objetivos, se nos focarmos em um único. Nós mesmos. Nada é mais importante do que você.
Uma frase que exemplifica isso seria: "Você é insubstituível porque é Você".
Dessa vez deixarei que as palavras do Instituto Tadashi Kadomoto falem por mim.
"Sabemos que as grandes mudanças do mundo começam a partir de nossas mudanças interiores.
Quando nos dispomos a nos conhecer, entender melhor nossa essência, construímos uma versão melhor de nós mesmos.
Para construir um novo "Eu", não há fórmulas, cada um tem seu próprio caminho de aprendizado para a reconstrução de si mesmo e do mundo ao seu redor.
O importante, sobretudo, é querer mudar, construir ou reconstruir, melhorar, crescer por dentro. E assim, nos tornamos novos de algum modo.
O novo "Eu" pode ser totalmente novo, ou pode ser um "Eu" que ja existe, mas renovado- afinal, ao resgatarmos o que ja possuímos de bom, também reconstruímos muitos dos nossos alicerces emocionais.
Lembre-se. O mundo inteiro pode nos parecer novo se apenas mudarmos nossa maneira de enxerga-lo."
"A natureza nos ensina o tempo todo se estivermos alinhados com nossa essência e com o todo.
Por exemplo, uma árvore florida na primavera, logo fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude transforma-se em velhice e o erro transforma-se em virtude.
Isto nos comprova a impermanência de TUDO nesta vida.
Nada fica sempre igual, tudo muda. As aparências e o vazio existem simultaneamente"
"O Evangelho da Paz dos Essênios começa assim: "A Paz é a chave de todo conhecimento, de todos os mistérios, de toda a vida."
Acredito que a Paz seja de uma importância infinita no mundo atual.
Na ausência da paz, podemos perder o que havíamos conquistado.
Na presença da paz TODAS as coisas são possíveis: o amor, a compaixão, o perdão.
A paz é a origem de tudo.
Quero fazer um pedido a cada um de vocês: Encontrem a Paz dentro de si, para que essa Paz possa servir de exemplo para outras pessoas e, consequentemente, para o mundo.
Como diz Dalai Lama: "Precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo".
domingo, 29 de maio de 2011
Qual a Origem Disto?
Como isso foi acontecer? Por que isso esta acontecendo? O que aconteceu para isso acontecer? De que forma isso foi acontecer?
Ok, todas as perguntas poderiam ser as mesmas, nada mudaria se a forma de escrita fosse diferente, a questão é sempre a mesma.
Muitas vezes nos perguntamos porque determinada coisa aconteceu, ou acontece, se nada disso estava programado. Pensamos: "Mas eu não fiz nada para isso acontecer!" ou: "Por aquilo que eu fiz ocasionou nisto" até: "Eu fiz tudo certo, como pode dar errado?"
A realidade é que tanto as perguntas como as possiveis respostas sempre vão ser as mesmas, independente do que aconteça. No final, estamos todos a mercê de uma incostância de variaveis. Algo que aconteceu com alguém, em outro lugar, provocou uma reação em cadeia passando de pessoa pra pessoa até chegar em nós. Ou algo que você fez aqui, vai levar outra pessoa a fazer tal ato que surgira na vida de uma 3ª, 4ª ou 5ª pessoa. A mesma teoria que usam pra batida de asas de borboleta, dada em um canto do mundo, que ocasiona um furacão do outro lado do mesmo. Não conseguimos encontrar uma explicação para as nossas perguntas se não abringirmos nosso campo de visão para um todo. E mesmo assim, ela não seria completa.
Podemos dizer que a culpa é nossa, de outra pessoa, ou por um fato. Mas o que ocasionou isso a ocorrer? Ficariamos voltando no passado, vez após vez, para explicar o que levou algo a ocorrer. Aconteceu por isto. E por que isto ocorreu? Por causa daquilo. E aquilo se originou de onde? Daquele fato. E aquele fato?
Sempre estariamos voltando pra responder algo. Sim, coisas boas e ruins acontecem porque outras surgiram antes, e assim, sucessivamente até o começo de tudo, se houver mesmo "o começo".
Mesmo assim, nada tira o fato de que a responsabilidade sobre algo tenha que ser tirada. Todos são responsaveis por tudo. Eu sou. Você é. Ele. Ela. Eles. Todos. Cada um tem a sua parcela de culpa em tudo que acontece, não podem haver desculpas também.
As vezes pensamos que fizemos o mais certo que podiamos, ou o mais errado que foi possivel controlar. Nós podemos ter tudo como não podemos ter nada. Não depende de você ou de outra pessoa. Depende de um todo. Um "todo" muito grande, maior do que qualquer consciência possa compreender.
É impossível existir a afirmação "Foi porque era o que tinha que ser." Isso é fugir da resposta, isto é não querer saber o porque. Embora no final de tudo, quando nos sentimos cansados da maré que estamos, não podemos condenar, de forma alguma quem chegue a esta conclusão. As vezes, é a melhor a ser tomada mesmo.
Ok, todas as perguntas poderiam ser as mesmas, nada mudaria se a forma de escrita fosse diferente, a questão é sempre a mesma.
Muitas vezes nos perguntamos porque determinada coisa aconteceu, ou acontece, se nada disso estava programado. Pensamos: "Mas eu não fiz nada para isso acontecer!" ou: "Por aquilo que eu fiz ocasionou nisto" até: "Eu fiz tudo certo, como pode dar errado?"
A realidade é que tanto as perguntas como as possiveis respostas sempre vão ser as mesmas, independente do que aconteça. No final, estamos todos a mercê de uma incostância de variaveis. Algo que aconteceu com alguém, em outro lugar, provocou uma reação em cadeia passando de pessoa pra pessoa até chegar em nós. Ou algo que você fez aqui, vai levar outra pessoa a fazer tal ato que surgira na vida de uma 3ª, 4ª ou 5ª pessoa. A mesma teoria que usam pra batida de asas de borboleta, dada em um canto do mundo, que ocasiona um furacão do outro lado do mesmo. Não conseguimos encontrar uma explicação para as nossas perguntas se não abringirmos nosso campo de visão para um todo. E mesmo assim, ela não seria completa.
Podemos dizer que a culpa é nossa, de outra pessoa, ou por um fato. Mas o que ocasionou isso a ocorrer? Ficariamos voltando no passado, vez após vez, para explicar o que levou algo a ocorrer. Aconteceu por isto. E por que isto ocorreu? Por causa daquilo. E aquilo se originou de onde? Daquele fato. E aquele fato?
Sempre estariamos voltando pra responder algo. Sim, coisas boas e ruins acontecem porque outras surgiram antes, e assim, sucessivamente até o começo de tudo, se houver mesmo "o começo".
Mesmo assim, nada tira o fato de que a responsabilidade sobre algo tenha que ser tirada. Todos são responsaveis por tudo. Eu sou. Você é. Ele. Ela. Eles. Todos. Cada um tem a sua parcela de culpa em tudo que acontece, não podem haver desculpas também.
As vezes pensamos que fizemos o mais certo que podiamos, ou o mais errado que foi possivel controlar. Nós podemos ter tudo como não podemos ter nada. Não depende de você ou de outra pessoa. Depende de um todo. Um "todo" muito grande, maior do que qualquer consciência possa compreender.
É impossível existir a afirmação "Foi porque era o que tinha que ser." Isso é fugir da resposta, isto é não querer saber o porque. Embora no final de tudo, quando nos sentimos cansados da maré que estamos, não podemos condenar, de forma alguma quem chegue a esta conclusão. As vezes, é a melhor a ser tomada mesmo.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A Musica de várias formas
You better lose yourself in the music, the moment, You own it, you better never let it go,
You only get one shot, do not miss your chance to blow, This opportunity comes once in a lifetime yo
A musica sempre caminha comigo na maior parte dos lugares. Algumas pra momentos altos e pesados, simplesmente para extravasar a correria do dia a dia. Como "Animal I Have Become"e "Riot" do Three Days Grace, "Before I Forget", Slipknot, "The Best Of You", Foo Fighters e "Megalomaniac" Incubus, ficam em modo de repetição continua no mp4.
Outras pra momentos de relaxar, sentar no sofá, fechar os olhos e descansar, "Speed Of Sound" Coldplay, "Bittersweet Symphony" , The Verve e "Little Round Mirrors" Harvey Danger. E aquelas para momentos de festa "Somebody Told Me", The Killers e "Smooth" Santana, não param de tocar.
Porém, algumas me fazem desligar de qualquer coisa que estou fazendo para simplesmente escuta-las até o final ouvi-las eaprecia-las do começo ao fim, sem nada para atrapalhar. "Rocket Man" Elton John, "Wonderwall" Oasis, "Imitation Of Life" e "Losing My Religion" do R.E.M e "Come Undone" Robbie Williams.
Uma que me faz parar para escutar até o fim é "Lose Yourself", do Eminem. Não sei se sou de acordo total com a mensagem passada, no momento minha mente não esta tão apta a refletir muito para dar um ponto de vista específico e único. Porém, a letra com certeza nos faz pensar, nem que seja um pouco sobre a forma que estamos levando nossa vida. Estamos aproveitando as oportunidades? Estamos progredindo no que fazemos? Ou só estamos seguindo a maré, aproveitando do momento de agora, sem pensar onde isso pode nos levar mais pra frente? No final das contas acho que só temos que focar em nossos ideais e o que pretendemos pra nós mesmos.
Obs: O video esta com legendas, pois é somente a letra que importa.
You only get one shot, do not miss your chance to blow, This opportunity comes once in a lifetime yo
A musica sempre caminha comigo na maior parte dos lugares. Algumas pra momentos altos e pesados, simplesmente para extravasar a correria do dia a dia. Como "Animal I Have Become"e "Riot" do Three Days Grace, "Before I Forget", Slipknot, "The Best Of You", Foo Fighters e "Megalomaniac" Incubus, ficam em modo de repetição continua no mp4.
Outras pra momentos de relaxar, sentar no sofá, fechar os olhos e descansar, "Speed Of Sound" Coldplay, "Bittersweet Symphony" , The Verve e "Little Round Mirrors" Harvey Danger. E aquelas para momentos de festa "Somebody Told Me", The Killers e "Smooth" Santana, não param de tocar.
Porém, algumas me fazem desligar de qualquer coisa que estou fazendo para simplesmente escuta-las até o final ouvi-las eaprecia-las do começo ao fim, sem nada para atrapalhar. "Rocket Man" Elton John, "Wonderwall" Oasis, "Imitation Of Life" e "Losing My Religion" do R.E.M e "Come Undone" Robbie Williams.
Uma que me faz parar para escutar até o fim é "Lose Yourself", do Eminem. Não sei se sou de acordo total com a mensagem passada, no momento minha mente não esta tão apta a refletir muito para dar um ponto de vista específico e único. Porém, a letra com certeza nos faz pensar, nem que seja um pouco sobre a forma que estamos levando nossa vida. Estamos aproveitando as oportunidades? Estamos progredindo no que fazemos? Ou só estamos seguindo a maré, aproveitando do momento de agora, sem pensar onde isso pode nos levar mais pra frente? No final das contas acho que só temos que focar em nossos ideais e o que pretendemos pra nós mesmos.
Obs: O video esta com legendas, pois é somente a letra que importa.
domingo, 1 de maio de 2011
Universo
O título deste blog não foi pensado de hora para outra. Rocket Man (Homem-Foguete, Astronauta, tanto faz) veio do meu enorme fascínio pelo espaço, pelo Universo como um todo. A teoria do Big Bang, as constelações, planetas e suas órbitas, buracos negros, enfim, a imensidão "infinita" do espaço.
Repleto de coisas diferentes, possibilidades, mistérios, chega a tornar de certa forma nossa existência insignificante, vide sua imensidão. Somos menos, muito menos que "poeira das Galáxias". Gosto desse tipo de sentimento, pois a humanidade, normalmente tende a se sentir superior em vastos conflitos de raça, cor, sexo, religião e crises tão pequenas e miseráveis dentro de tudo isso. Porém, dentro disto, mas lá na ponta, no dedo do pé do Universo.
Poderia seguir a carreira na área da ciência e me dedicar a simplesmente tentar trabalhar com o que me fascina. Mas a ciência em si, nunca foi uma coisa pela qual eu me dediquei o suficiente. Acredito que me fascina exatamente por isso, por não saber como, ou de que forma foi feito, e sim pelo mistério. A mesma teoria do Mc Donald se tomarmos como exemplo: Gosto do lanche, mas nunca mais o comeria se trabalhasse lá e visse como ele é produzido. O mistério me fascina. Então, voltei meu estudo para algo que não exatamente substitui, mas de um certo ponto de vista, pode ser visto como semelhante a isso. O ser humano.
Cada ser humano é diferente, cada um possui um Universo dentro de si. Uma vastidão de situações, mistérios, sentimentos, funcionalidade. Não existe pessoas iguais a outras em um total. Algo as torna diferentes uma das outras, que seje uma coisa mínima, mas que se torna enorme na hora de diferenciar uma da outra. O objetivo de meus estudos não é em analisá-las em si, mas sim aprender a aprecia-las pelo que são. Pela história e situações e tudo que é guardado, exposto e não exposto dentro delas. Aquilo que vamos descobrindo com o tempo e mesmo o que nunca vai ser descoberto.
Sim, ultimamente vejo que o homem esta em uma não linearidade. Ao mesmo tempo que evolui, com descobertas, com tecnologia, acaba também regredindo em suas maneiras de agir, ficando mais dependentes de tudo o que é criado por quem realmente evolui e voltando também a sua forma primata, resolvendo situações com o uso de impulsos primários, sem raciocínio, sem conexão com o tempo em que vive, ou em alguns casos, com muita conexão, não agindo por ele prórpio e sim pelas ferramentas que foram criadas e entregues a ele. Sem nenhum esforço para criar ou até "merecer" aquilo, ele possui simplesmente pela "praticidade".
Porém, todas as pessoas tem a sua história, o seu "mundo" e "universo" interior. Não precisamos entender qualquer matéria para vermos isso nas pessoas. Existem apenas "Espaços que gostamos" e "Espaços que não gostamos". Acredito que igual ao principal que sempre foi a minha inspiração.
Amigos, pessoas que consideramos importantes em nossa existência, distantes ou próximas. Sim, até as antigas, aquelas que não vemos mais desde anos como a que vemos todos os dias. Todas são únicas, cada uma é um Universo.
sábado, 23 de abril de 2011
2ª Parada
- Não sei, talvez você tenha razão. Costumamos reclamar por tão pouco...
- Por que esse pensamento de que reclama por tão pouco? Soa como uma enorme pressão que você coloca em si mesmo para as coisas serem sempre boas, sempre perfeitas e qualquer coisa diferente disso, que te incomode, você vê sempre o erro em você, no fato de não conseguir lidar com aquilo, e assim, reclamar. Parece angustiante quando as coisas não dão certo pra você, mas não pelo fato de não darem certo, mas pelo fato de você se sentir incomodado por ficar incomodado quando não dão.
- Uh, agora quem esta usando a complexidade aqui é você.
- Foi um simples pensamento, mas foi o que me pareceu agora. Você se incomoda no fato de ficar incomodado.
- Me incomoda o fato de dar importancia a algumas coisas e não a outras e as vezes não consigo mensura-las direito, algo é demais, algo é de menos. Não sinto como se eu tivesse um "filtro" pra condensar as coisas as vezes. É aquele velho clichê do "8 ou 80".
- É isso que te incomoda verdadeiramente então?
- Acredito que sim. Dizem que aprendemos com nossos erros no decorrer da vida. Coisas boas e ruins sempre ficam de lição para nós. Eu acredito nisso, embora pense: "lição pra que?" O mesmo fato nunca vai acontecer novamente. A mesma prova não vai voltar se der errado. Não será a mesma pessoa a que você terá a oportunidade de reaver algo que não deu certo. Não será o mesmo emprego, ou amigo, ou o que quer que seja, que você colocará em pratica o que "aprendeu". Não servirá na maior parte das vezes.
- É assim que você vê, então?
- Não sei, as vezes acho que é importante, pra podermos mudar não para os outros, mas para nós mesmos. Pensamos no que mudar na nossa forma de ver as coisas, na nossa forma de agir com um todo. Eu geralmente reflito muito. Mas sabe, as vezes de nada adianta, em algumas situações você age exatamente como antigamente, como da primeira vez. Tenho a sensação de que tenho 25 anos, mas minha mente se comporta como uma pessoa de 14, 15. Impulsivamente, sem controle, como um bobo a maior parte das vezes.
- Culpa! Parece que joga uma enorme responsabilidade em cima de você mesmo para não fazer as coisas errado. Para darem certo, pois se algo sai diferente, a culpa é sua.
- Talvez ...
- E o que te trás esse enorme sentimento? Podemos usar várias linhas de raciocínio aqui. Nenhuma estaria errada, como nenhuma estaria certa também, varia de pessoa para pessoa, mas uma coisa me intriga: Algo de muito importante você considera ter perdido, no caso pelo que parece, por "culpa" sua. Desde então você não consegue mais lidar com o sentimento de responsabilidade com qualquer coisa, você esta embaralhado e parece não se importar com a noção de "certo e errado". E vive falsamente em uma vida de "tanto faz" e não impõe filtros em nada, as vezes muito, as vezes pouco. Porque no fim, não importa ... estou perto?
- Haha! Pra uma pessoa que supostamente deveria só ouvir, você fala demais ....
- Por que esse pensamento de que reclama por tão pouco? Soa como uma enorme pressão que você coloca em si mesmo para as coisas serem sempre boas, sempre perfeitas e qualquer coisa diferente disso, que te incomode, você vê sempre o erro em você, no fato de não conseguir lidar com aquilo, e assim, reclamar. Parece angustiante quando as coisas não dão certo pra você, mas não pelo fato de não darem certo, mas pelo fato de você se sentir incomodado por ficar incomodado quando não dão.
- Uh, agora quem esta usando a complexidade aqui é você.
- Foi um simples pensamento, mas foi o que me pareceu agora. Você se incomoda no fato de ficar incomodado.
- Me incomoda o fato de dar importancia a algumas coisas e não a outras e as vezes não consigo mensura-las direito, algo é demais, algo é de menos. Não sinto como se eu tivesse um "filtro" pra condensar as coisas as vezes. É aquele velho clichê do "8 ou 80".
- É isso que te incomoda verdadeiramente então?
- Acredito que sim. Dizem que aprendemos com nossos erros no decorrer da vida. Coisas boas e ruins sempre ficam de lição para nós. Eu acredito nisso, embora pense: "lição pra que?" O mesmo fato nunca vai acontecer novamente. A mesma prova não vai voltar se der errado. Não será a mesma pessoa a que você terá a oportunidade de reaver algo que não deu certo. Não será o mesmo emprego, ou amigo, ou o que quer que seja, que você colocará em pratica o que "aprendeu". Não servirá na maior parte das vezes.
- É assim que você vê, então?
- Não sei, as vezes acho que é importante, pra podermos mudar não para os outros, mas para nós mesmos. Pensamos no que mudar na nossa forma de ver as coisas, na nossa forma de agir com um todo. Eu geralmente reflito muito. Mas sabe, as vezes de nada adianta, em algumas situações você age exatamente como antigamente, como da primeira vez. Tenho a sensação de que tenho 25 anos, mas minha mente se comporta como uma pessoa de 14, 15. Impulsivamente, sem controle, como um bobo a maior parte das vezes.
- Culpa! Parece que joga uma enorme responsabilidade em cima de você mesmo para não fazer as coisas errado. Para darem certo, pois se algo sai diferente, a culpa é sua.
- Talvez ...
- E o que te trás esse enorme sentimento? Podemos usar várias linhas de raciocínio aqui. Nenhuma estaria errada, como nenhuma estaria certa também, varia de pessoa para pessoa, mas uma coisa me intriga: Algo de muito importante você considera ter perdido, no caso pelo que parece, por "culpa" sua. Desde então você não consegue mais lidar com o sentimento de responsabilidade com qualquer coisa, você esta embaralhado e parece não se importar com a noção de "certo e errado". E vive falsamente em uma vida de "tanto faz" e não impõe filtros em nada, as vezes muito, as vezes pouco. Porque no fim, não importa ... estou perto?
- Haha! Pra uma pessoa que supostamente deveria só ouvir, você fala demais ....
domingo, 10 de abril de 2011
Californication
Sonho, desejo, fracasso, realização, decepção, idealização. Poderia gastar linhas e linhas para dizer o que explica o real sentido desse seriado.
Um escritor de um único livro de sucesso. Um marido que luta para reconquistar o amor de sua ex-mulher. Um pai que vive uma complexa relação de amor e ódio com a filha. Um amigo sempre presente para o seu melhor amigo em momentos de dificuldade. Um homem que segue a risca todos os seus princípios.
Com várias confusões cômicas e situações dramáticas, além de inúmeras cenas de sexo. Essa é a premissa da história de Hank moody. Porém, peca quem não consegue observar o verdadeiro conteúdo da história principal que fica evidente logo no primeiro capítulo.
Um homem amargurado com a vida e de certa forma enojado na situação que se encontra, mas que nem por isso deixa de viver a vida do jeito que sabe viver. Sem crises de autopiedade ou depressão. Sua busca principal é a reconquista do amor da ex-mulher, sua musa inspiradora e aquela que lhe dava o apoio necessario e inspiração para suas obras. No meio disso, encontra-se sua filha, entrando na adolescencia e vê em seu pai um ícone, apesar de todas as suas falhas.
Esse é o principal problema do personagem. Sua visão de sempre tentar fazer o certo, sempre seguir a sua ideologia, bate de frente também com sua impulsividade, que acaba sempre ferindo aqueles que estão por perto, principalmente sua família.
A série ja esta em sua quarta temporada. Tem seus altos e baixos, claro, mas uma primeira temporada senão perfeita, muito próximo da perfeição.
domingo, 20 de março de 2011
O Ser e seu Imediatismo
"Mais uma manchete extraordinária. Um Tsunami atinge o Japão, mais de 7 mil mortos, soterrados e desaparecidos, veja as imagens chocantes ....... Bom, agora é hora de falar de moda ..."
Basicamente isso que vemos todos os dias, seja referente a tsunami, vulcões, assassinatos e qualquer assunto que segure a atenção da pessoa por mais de 1 minuto. Depois partimos para o próximo, pois o ser humano é assim, "dinâmico", gosta de informação, notícia, variedades.
Isso retoma meu primeiro post nesse blog. Temos excesso de informação mas a utilizamos de forma fútil e rasa, não absorvemos praticamente nada do que é passado, pois temos que nos adaptar rapidamente com a mudança. E principalmente, não é conosco mesmo, vamos só fazer um momento de "oh, que pena" e seguir em frente, pra receita diaria do nosso bolo preferido em nosso programa de culinária.
Não podemos realmente fazer nada, estamos todos dentro da mesma cultura, todos agimos praticamente iguais. Logo outro assunto tomara a frente na audiência e depois outro. Quem se lembra dos deslizamentos de terra no começo do ano? Quem se lembra das enchentes todos os anos? Quem se lembra dos aviões que caem, dos acidentes, assassinatos que tenham mais de 2 semanas? Pra que nos importamos? Tem tanta coisa boa pra se falar. Por que vamos falar em tragédia, não é? Aliás, como foi a novela ontem, você viu?
Deixando a indignação de lado, não podemos culpar ninguém. Aprendemos a viver assim. Eu, você, todos. Não vamos ser hipócritas e dizer que não somos assim, ou pior, "eu sou diferente, eu sou especial eu me importo e bla bla". Se importa? Faça algo, lute, não fique remoendo sua indignação e só. Você acaba sendo igual a todos em seu momento "oh, que dó".
Finalizando, de todas as tragédias diárias, tristezas, indignações, alegrias, festas e o que quer que seja. Existe uma imagem que sei que vou levar comigo por muito tempo. Não é a imagem do fim do mundo, não é a imagem de mortos, destruição, etc.
É a imagem da inocência sendo tragada pelo mundo que estamos contruindo para nós mesmos. Frisem o "para nós", pois realmente não nos importamos com nada mais que isso...
Basicamente isso que vemos todos os dias, seja referente a tsunami, vulcões, assassinatos e qualquer assunto que segure a atenção da pessoa por mais de 1 minuto. Depois partimos para o próximo, pois o ser humano é assim, "dinâmico", gosta de informação, notícia, variedades.
Isso retoma meu primeiro post nesse blog. Temos excesso de informação mas a utilizamos de forma fútil e rasa, não absorvemos praticamente nada do que é passado, pois temos que nos adaptar rapidamente com a mudança. E principalmente, não é conosco mesmo, vamos só fazer um momento de "oh, que pena" e seguir em frente, pra receita diaria do nosso bolo preferido em nosso programa de culinária.
Não podemos realmente fazer nada, estamos todos dentro da mesma cultura, todos agimos praticamente iguais. Logo outro assunto tomara a frente na audiência e depois outro. Quem se lembra dos deslizamentos de terra no começo do ano? Quem se lembra das enchentes todos os anos? Quem se lembra dos aviões que caem, dos acidentes, assassinatos que tenham mais de 2 semanas? Pra que nos importamos? Tem tanta coisa boa pra se falar. Por que vamos falar em tragédia, não é? Aliás, como foi a novela ontem, você viu?
Deixando a indignação de lado, não podemos culpar ninguém. Aprendemos a viver assim. Eu, você, todos. Não vamos ser hipócritas e dizer que não somos assim, ou pior, "eu sou diferente, eu sou especial eu me importo e bla bla". Se importa? Faça algo, lute, não fique remoendo sua indignação e só. Você acaba sendo igual a todos em seu momento "oh, que dó".
Finalizando, de todas as tragédias diárias, tristezas, indignações, alegrias, festas e o que quer que seja. Existe uma imagem que sei que vou levar comigo por muito tempo. Não é a imagem do fim do mundo, não é a imagem de mortos, destruição, etc.
É a imagem da inocência sendo tragada pelo mundo que estamos contruindo para nós mesmos. Frisem o "para nós", pois realmente não nos importamos com nada mais que isso...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
O Apocalipse
Como seria o Apocalipse, o final dos tempos? Como as pessoas reagiriam ao mesmo? Eis que a banda Linkin Park em seu novo albúm "A Thousand Suns" tem como conceito um mundo pós cataclismo nuclear. Como seria? Quais as reações? Podemos pincelar uma história em seus ultimos singles.
1º Burning in The Skies: O vídeo mostra várias situações com pessoas diferentes. Como uma menina sem amigos, que tem como única companhia seus peixes de estimação. Outra se observa no espelho e não se conforma com a imagem que vê, uma alusão direta a anorexia. Um menino que brinca sozinho em seu mundo imaginário. Um senhor que não consegue superar a perda da sua mulher e se martiriza por isso. Amigos reunidos em uma festa, estando na multidão, pode ainda haver solidão?
A música tem como tema principal o martirio ao qual as pessoas se impõem, merecendo-os ou não. I used the deadwood to make fire rise (Eu usei madeira morta para fazer o fogo subir) Ao final, a explosão nuclear devasta toda a cidade e outra parte da musica "I losing what i don´t deserve" (eu estou perdendo o que não mereço). O sofrimento interior aos quais as mesmas criaram, e se ferem por isso, esta chegando ao final.
1º Burning in The Skies: O vídeo mostra várias situações com pessoas diferentes. Como uma menina sem amigos, que tem como única companhia seus peixes de estimação. Outra se observa no espelho e não se conforma com a imagem que vê, uma alusão direta a anorexia. Um menino que brinca sozinho em seu mundo imaginário. Um senhor que não consegue superar a perda da sua mulher e se martiriza por isso. Amigos reunidos em uma festa, estando na multidão, pode ainda haver solidão?
A música tem como tema principal o martirio ao qual as pessoas se impõem, merecendo-os ou não. I used the deadwood to make fire rise (Eu usei madeira morta para fazer o fogo subir) Ao final, a explosão nuclear devasta toda a cidade e outra parte da musica "I losing what i don´t deserve" (eu estou perdendo o que não mereço). O sofrimento interior aos quais as mesmas criaram, e se ferem por isso, esta chegando ao final.
2º The Catalyst: A explosão ocorre, o caos toma conta de tudo. As pessoas se desesperam e correm sem direção, sem rumo, sem destino. A música passa a mensagem do preço que pagamos pelos pecados que cometemos "God save us everyone When we burn inside the fires Of a thousand suns For the sins of our hand The sins of our tongue The sins of our fathers The sins of our young" (Deus abençoe todos nós Quando queimarmos dentro do fogo de mil sóis Pelos pecados das nossas mãos Os pecados da nossa lingua Os pecados dos nossos pais Os pecados da nossa juventude)
3º Waiting For The End: O pós cataclisma. Os sobreviventes da explosão lamentam sua situação. Buscando uma forma de mudar, tentando seguir em frente, porém sem alicerces, sem segurança All I wanna do is trade this life for something new Holding on to what I haven't got (Tudo o que quero é trocar essa vida por algo novo, me apoiando no que não tenho) Se apoiando em uma esperança de continuar em frente. Uma esperança que os mesmos ainda não possuem.
O conceito do albúm em si é muito interessante e principalmente muito bem trabalhado. Resta saber apenas se essa esperança será encontrada futuramente.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
1ª Parada
- Os pensamentos rolam de um lado para outro. Tudo parece fora do lugar.
- Fora do lugar?
-Sabe aquela sensação de que tudo não se encaixa, de que sua mente parece anestesiada, sem idéia, sem saber o que fazer?
- É assim que você se sente agora?
- A maior parte das vezes.
- Isso parece algum tipo de depressão talvez.
- Não vejo assim, só me sinto um pouco entediado disso tudo. Me sinto um pouco cansado da mesmice de sempre. Me pego pensando quando isso vai mudar. Sabe, vi um filme uma vez em que a pessoa vivia repetindo o mesmo dia vez após outra, sempre. Tenho essa sensação hoje. Como se tudo se repetisse e repetisse. Me pego pensando, vou continuar nessa linearidade até quando? Até o tempo passar e notar o quanto eu perdi? O quanto poderia ter feito? As pessoas em si normalmente vivem assim, ou melhor, não vivem. O tempo simplesmente passa para elas.
- E o que pretende fazer para mudar?
- As pessoas sabem o que fazer?
- Elas não mudam nunca?
- O que as faz mudar? Alguma coisa precisa acontecer? O pensamento delas mudar? Como se faz isso hoje? As pessoas esperam respostas pra tomar atitudes, grande parte fica parada, vendo tudo passar sem fazer nada, não quero ser uma delas.
- E como não ser uma delas?
- Não faço idéia. Imagino, vejo várias possibilidades, mas não consigo concretiza-las. Não consigo tornar nenhuma delas reias.
- O que o impede de torna-las reais?
- O mesmo que pra todos, eu acho. Preguiça, desleixo, frustração. Tenho o desejo, mas não a vontade de concretiza-las. Dá para entender?
- Complexo.
- Para as pessoas tudo é motivo para desistir, procurar uma solução mais pratica. Vide o índice de pessoas que tomam medicamentos e cometem suicidios, não conseguem se "salvar". Fogem da própria vida real e se afogam em um mundo de imaginação. Dar fim a isso tudo é realmente uma solução para elas. Seja por suicidio ou por hipocondria. Isso é tão comum hoje em dia para quem não se encaixa nos parametros da sociedade. A morte pra você é uma hipótese de salvação?
- E quem garante que onde estamos agora já não é um estágio da própria morte? A pergunta é: É assim que você pretende vivê-la?
- Viver a morte? Que irônico.
- E você esta vivendo a vida?
- Fora do lugar?
-Sabe aquela sensação de que tudo não se encaixa, de que sua mente parece anestesiada, sem idéia, sem saber o que fazer?
- É assim que você se sente agora?
- A maior parte das vezes.
- Isso parece algum tipo de depressão talvez.
- Não vejo assim, só me sinto um pouco entediado disso tudo. Me sinto um pouco cansado da mesmice de sempre. Me pego pensando quando isso vai mudar. Sabe, vi um filme uma vez em que a pessoa vivia repetindo o mesmo dia vez após outra, sempre. Tenho essa sensação hoje. Como se tudo se repetisse e repetisse. Me pego pensando, vou continuar nessa linearidade até quando? Até o tempo passar e notar o quanto eu perdi? O quanto poderia ter feito? As pessoas em si normalmente vivem assim, ou melhor, não vivem. O tempo simplesmente passa para elas.
- E o que pretende fazer para mudar?
- As pessoas sabem o que fazer?
- Elas não mudam nunca?
- O que as faz mudar? Alguma coisa precisa acontecer? O pensamento delas mudar? Como se faz isso hoje? As pessoas esperam respostas pra tomar atitudes, grande parte fica parada, vendo tudo passar sem fazer nada, não quero ser uma delas.
- E como não ser uma delas?
- Não faço idéia. Imagino, vejo várias possibilidades, mas não consigo concretiza-las. Não consigo tornar nenhuma delas reias.
- O que o impede de torna-las reais?
- O mesmo que pra todos, eu acho. Preguiça, desleixo, frustração. Tenho o desejo, mas não a vontade de concretiza-las. Dá para entender?
- Complexo.
- Para as pessoas tudo é motivo para desistir, procurar uma solução mais pratica. Vide o índice de pessoas que tomam medicamentos e cometem suicidios, não conseguem se "salvar". Fogem da própria vida real e se afogam em um mundo de imaginação. Dar fim a isso tudo é realmente uma solução para elas. Seja por suicidio ou por hipocondria. Isso é tão comum hoje em dia para quem não se encaixa nos parametros da sociedade. A morte pra você é uma hipótese de salvação?
- E quem garante que onde estamos agora já não é um estágio da própria morte? A pergunta é: É assim que você pretende vivê-la?
- Viver a morte? Que irônico.
- E você esta vivendo a vida?
sábado, 29 de janeiro de 2011
Religião
Esse é um tema complicado de se falar, pois quem da sua opinião, sempre pende para a religião que segue, seja católico, evangélico, espirita, umbandista, etc. Cada religião segue fielmente suas normas perante o Deus que segue. Se bem que na realidade o Deus seria o mesmo, visto somente de formas diferentes.
Eu, sempre quando questionado, digo que não acredito em Deus nenhum. Pois para mim, essa imagem passada, essa imagem vendida, pelas religiões, soam como algo que incomoda.
Sou de família católica, porém nunca fui praticante e, apesar de gostar muito de livros, a Bíblia nem de longe esta na minha lista de livros que pretendo ler algum dia. Porque?
A Igreja em suma, ja distorceu tanto a imagem do "seu Deus" ao decorrer dos anos. Desde os primeiros séculos e ao longo do tempo. O "dízimo" cobrado para ter "seu lugar garantido no céu" é talvez uma das principais coisas que me fazem repugnar a mesma. Na evangélica, as pessoas se juntam e começam a cantar, agradecer e dar razão a tudo do senhor. Até aí tudo bem, que sejam agradecidas, o que não concordo é com o ponto de vista. "Deus esta te observando, você tem que ama-lo. Tem que louva-lo, Tem que seguir a sua palavra, pois ele morreu por você". E seguem com: "Eu estou te dando a chance, estou te passando a Palavra do Senhor, agora é você que decide se o ama ou não, pois quando houver o arrebatamento ele julgara os justos, aqueles que o seguem .... ah e bla bla bla"
ISSO, me incomoda. Essa imagem passada de que você TEM, que segui-lo, ama-lo, fazer e viver tudo por ele. Coisas assim me fazem simplesmente me afastar mais ainda de qualquer conceito de religião que exista.
Confesso, eu acredito em Deus, mas não nesse Deus vendido por todos, e sim em um Deus que te deu a vida, que te deu o Livre-arbítrio para fazer o que quiser com a sua vida. Ele não é responsavel pela felicidade ou pela desgraça na sua vida. Você é. Você e as decisões que toma. Não jogue suas frustrações e/ou felicidades nele dizendo que era algo premeditado, que estava escrito.
Nada é escrito, senão não haveria motivo de se ter opções, escolhas e sim, seriamos mais mecanicos do que ja somos hoje em dia.
Nossa vida é consequência de nossos atos, pura e simplesmente isso.
Acredito em Deus, mas não em um ditador, um rei, um senhor da razão supremo. Mas acredito na energia, na compaixão. E se houver uma "outra vida" ou algo após isso, não serei julgado por repudiar quem se vende cegamente e julga os outros pelas suas crenças.
Esse não é o meu Deus.
Eu, sempre quando questionado, digo que não acredito em Deus nenhum. Pois para mim, essa imagem passada, essa imagem vendida, pelas religiões, soam como algo que incomoda.
Sou de família católica, porém nunca fui praticante e, apesar de gostar muito de livros, a Bíblia nem de longe esta na minha lista de livros que pretendo ler algum dia. Porque?
A Igreja em suma, ja distorceu tanto a imagem do "seu Deus" ao decorrer dos anos. Desde os primeiros séculos e ao longo do tempo. O "dízimo" cobrado para ter "seu lugar garantido no céu" é talvez uma das principais coisas que me fazem repugnar a mesma. Na evangélica, as pessoas se juntam e começam a cantar, agradecer e dar razão a tudo do senhor. Até aí tudo bem, que sejam agradecidas, o que não concordo é com o ponto de vista. "Deus esta te observando, você tem que ama-lo. Tem que louva-lo, Tem que seguir a sua palavra, pois ele morreu por você". E seguem com: "Eu estou te dando a chance, estou te passando a Palavra do Senhor, agora é você que decide se o ama ou não, pois quando houver o arrebatamento ele julgara os justos, aqueles que o seguem .... ah e bla bla bla"
ISSO, me incomoda. Essa imagem passada de que você TEM, que segui-lo, ama-lo, fazer e viver tudo por ele. Coisas assim me fazem simplesmente me afastar mais ainda de qualquer conceito de religião que exista.
Confesso, eu acredito em Deus, mas não nesse Deus vendido por todos, e sim em um Deus que te deu a vida, que te deu o Livre-arbítrio para fazer o que quiser com a sua vida. Ele não é responsavel pela felicidade ou pela desgraça na sua vida. Você é. Você e as decisões que toma. Não jogue suas frustrações e/ou felicidades nele dizendo que era algo premeditado, que estava escrito.
Nada é escrito, senão não haveria motivo de se ter opções, escolhas e sim, seriamos mais mecanicos do que ja somos hoje em dia.
Nossa vida é consequência de nossos atos, pura e simplesmente isso.
Acredito em Deus, mas não em um ditador, um rei, um senhor da razão supremo. Mas acredito na energia, na compaixão. E se houver uma "outra vida" ou algo após isso, não serei julgado por repudiar quem se vende cegamente e julga os outros pelas suas crenças.
Esse não é o meu Deus.
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